EDIÇÃO 02 - SETEMBRO DE 2007
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EDIÇÃO:

Cristina Ramalho e Sérgio Miguez

PROJETO GRÁFICO :

Eduardo Foresti

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PRODUÇÃO :

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REVISÃO:

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COLABORADORES:

André Forastieri, Eduardo Martins, Fábio Reynol, Juliana Terpins, Manuel da Costa Pinto, Miriam Sanger, Orlando, Paulo Ramos, Rafael Define, Vanessa Bueno

PRODUÇÃO GRÁFICA :

Elaine Beluco

PRÉ-IMPRESSÃO:

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IMPRESSÃO
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JORNALISTA RESPONSÁVEL:

Morris Kachani (MTB 29.261)

Setembro 2007 - Nº 02

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Da esquerda para direita: Peter O’toole em Lawrence da Arábia, de David Lean; O clássico francês As férias de Mr. Hulot, de Jacques Tati; E Adeus, Meninos, a guerra em toda sua crueldade pelo grande Louis Malle
 

Ugo Giorgetti foi um dos primeiros diretores a fazer a bem-sucedida transição entre a publicidade e o cinema. Em 1980, lançou o documentário Quebrando a Cara, sobre o pugilista Éder Jofre. Em 1985, dirigiu seu primeiro longa, Jogo Duro, que daria o tom de seus próximos trabalhos, ao mostrar os contrastes sociais da capital paulista. Festa, pelo qual ganhou o Festival de Gramado, e Sábado desenvolvem o tema da disparidade e da incomunicabilidade entre as classes. Em Boleiros  (1998), narrou as trajetórias de cinco amigos apaixonados por futebol. Sua recente produção ficcional O Príncipe (2002) retoma a história de velhos amigos que confrontam, durante um reencontro, o abismo ideológico entre o passado e o presente. Amante do cinema europeu, Giorgetti indica aqui filmes do gênero. 

Parente é Serpente, de Mario Monicelli
A melhor análise de uma Itália transformada e deformada, filha da globalização, indecisa entre velhos valores que não significam mais nada e os novos tempos, triunfantes e vazios. O cineasta italiano Pier Paolo Pasolini teria adorado esta comédia negra.

Coleção Jacques Tati
É difícil destacar um filme na obra deste cineasta, mestre da comédia francesa, que olha ao seu redor perplexo, atônito e confuso. É maravilhoso acompanhar as trapalhadas do senhor Hulot-Tati por um mundo que ele entende cada vez menos. Definitivamente, um dos poucos gênios do cinema.
 
Casanova e a Revolução, de Ettore Scola
Extremamente sofisticada, esta obra de Scola sai de seu estilo habitual para examinar de maneira única um episódio marcante da Revolução Francesa. A cena final é um dos momentos que coloca o cinema na categoria de arte maior.
 
Lawrence da Arábia, de David Lean
Este filme não está catalogado entre os europeus, está entre os clássicos americanos, mas assim mesmo recomendo. Primeiro para entender um pouco das origens do pesadelo em que se transformaria o Oriente Médio. Depois, mas não necessariamente nessa ordem, para apreciar o trabalho de um cineasta maior, o inglês David Lean.

Os Inocentes, de Jack Clayton
Outro clássico americano que deveria estar entre os europeus. Belíssimo filme, estranho e bizarro, do diretor inglês Jack Clayton, mas produzido nos EUA. O mínimo que se pode dizer deste filme é que o escritor Henry James ficaria muito satisfeito com a adaptação de sua obra A Volta do Parafuso. Mas acredito que, secretamente, continuaria achando sua novela ainda melhor. Com razão.
 
Adeus, Meninos, de Louis Malle
Depois de tantos clássicos, depois de renomados cineastas como Rosselini e Wadja, seria ainda possível fazer um grande filme sobre a Segunda Guerra? Louis Malle mostra que sim. Talvez a guerra só seja apresentada em toda a sua crueldade quando vista por olhos de crianças. Malle já tinha tratado disso em Lacombe Lucien, outra bela obra. Repetiu o feito com Adeus, Meninos.
 
O Desprezo, de Jean Luc Godard
Godard em dias de bom humor. Este é realmente um filme divertido e muito mais bem- humorado do que se pensa. Um estúdio de cinema, um filme sendo rodado, nos introduz ao universo da obra cinematográfica. Uma bela chance para se ver o ator Jack Palance num impagável papel de produtor de filmes, e uma rara oportunidade de ver o cineasta Fritz Lang interpretando a si
mesmo.   ©

 
 
 
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