MAIO -  2006     N 143
 VITRINE
Mais de 50 resenhas
de livros.
Home
Entrevista
Li, Gostei e
Recomendo
Livros
Gente que faz a Cultura
Curiosidades
O certo é...
Encarte Especial DVD
Enviar para
um amigo
Todas as edições
 
CONJUNTO NACIONAL
Av. Paulista, 2.073
CEP 01311-940
São Paulo, SP
Tel: (11) 3170-4033
Fax: (11) 3285-4457
SHOPPING
VILLA-LOBOS
Av. Nações Unidas, 4.777
CEP 05477-000
São Paulo, SP
Tel: (11) 3024-3599
Fax: (11) 3024-3570
BOURBON SHOPPING
COUNTRY
Av. Túlio de Rose, 80
CEP 91340-110
Porto Alegre, RS
Tel: (51) 3028-4033
Fax: (51) 3021-1777
PAÇO ALFÂNDEGA
R. Madre de Deus, s/n
CEP 50030-110
Recife, PE
Tel: (81) 2102-4033
Fax: (81) 2102-4200
CASAPARK
SHOPPING CENTER
SGCV/Sul
Lote 22
CEP 71215-100
Brasília - DF
Tel: (61) 3410-4033
Fax: (61) 3410-4099
Em breve, mais
uma Livraria Cultura em São Paulo, no
Market Place
Shopping Center
 
ara Sherlock Holmes, ela é sempre a mulher. Raras vezes o ouvi mencioná-la sob qualquer outro nome. A seus olhos, ela eclipsa e domina todo o sexo feminino. Não que ele sentisse por Irene Adler qualquer emoção do gênero do amor. Todas as emoções, e essa em particular, eram detestáveis à sua mente fria, precisa, mas admiravelmente equilibrada. Ele era, na minha opinião, a mais perfeita e observadora máquina de raciocinar que o mundo já viu; como amante, porém, teria metido os pés pelas mãos.
(“Escândalo na Boêmia”, conto de estréia de Sherlock publicado na revista inglesa Strand Magazine em 1891)
"Encontrei Sherlock Holmes semi-adormecido”
(Sidney Paget, Strand Magazine, 1891)
 

As palavras do “caro Dr. Watson”, narrador e personagem de As aventuras de Sherlock Holmes, conferem novas feições e humanizam a mais famosa figura da literatura policial inglesa: Sherlock Holmes. Aos poucos, seu fiel e sensível parceiro vai revelando aspectos intrigantes da personalidade excêntrica e impenetrável do memorável detetive. Chapéu xadrez e cachimbo na mão, Holmes era capaz de resolver os mais intricados enigmas com sua aguçada capacidade de observar e deduzir.

 
 
Arthur Conan Doyle

De tão fluente narrativa e perfeita caracterização, muitos sustentam a tese de que se trata de um personagem vivo. O argumento? “Morte de pessoa tão famosa com certeza teria sido noticiada pelo Times de Londres, que até hoje não publicou nenhum obituário seu”. De fato, o singular detetive, criado pelo escritor escocês Arthur Conan Doyle no século 19, inspira inúmeras histórias de mistério até hoje. Segundo o estudioso norte-americano Leslie S. Klinger – autor de inúmeros artigos sobre a obra de Doyle e de livros como The Sherlock Holmes Reference Library –, “seus contos nunca pararam de ser reimpressos desde que foram lançados pela primeira vez em 1891, e os romances foram publicados em praticamente todas as línguas”.

Para o deleite dos fãs, depois de realizar um extenso trabalho de pesquisa, Klinger organizou, em seis volumes, que saem agora numa edição primorosa da editora Jorge Zahar, o registro mais completo das histórias do marcante personagem – Sherlock Holmes - Edição definitiva, comentada e ilustrada. “Sherlock Holmes nasceu na era vitoriana, mas no início do século XXI, o interesse pelo detetive, seus companheiros, sua vida e suas aventuras continua inquebrantável – na verdade, cresceu. As 56 breves aventuras e os quatro romances que aparecerão nesses volumes representam tudo o que pode ser conhecido com certeza sobre o Grande Detetive e o Bom Doutor”, explica.

A nova série é um passeio instigante e completo pelo universo sherlockiano. Traz mais de 600 notas, informações minuciosas sobre a época em que se passam os episódios, ilustrações de Sidney Paget (que originalmente acompanhavam os textos), introdução de John Le Carré (autor de O jardineiro fiel) e biografia de Conan Doyle. Entre as principais referências consultadas, estão The Universal Sherlock Holmes, de Ronald L. DeWaal, Encyclopaedia Sherlockiana, de Jack Tracy, e Canonical Compendium, de Steve Clarkson.

Numa sacada certeira, bem à altura do personagem, o editor do Baker Street Journal, Edgar W. Smith, definiu de forma precisa o carisma do detetive: “Holmes ergue-se diante de nós como um símbolo de tudo o que não somos mas desejaríamos ser. (...) Nós o vemos como a expressão acabada de nosso anseio por esmagar o mal e corrigir os erros de que o mundo está infestado. (...) Esse é o Sherlock Holmes que amamos – o Holmes implícito e eterno em nós mesmos”.

 
 
 
 
·
·
·