rometo
contar essa história”, afirmou o diretor
e roteirista irlandês Terry George,
depois de percorrer uma aterradora exposição
em Ruanda, na África. O memorial, localizado
em um antigo colégio, abriga corpos mumificados
de integrantes da etnia tutsi, brutalmente assassinados
pelos rivais hutus durante a guerra civil no país.
“Fiquei emocionado porque se vê até
a posição em que morreram. Depois disso,
eu não tive escolha”.
Em seu filme Hotel
Ruanda
(2004), ele reconstitui de maneira precisa e impactante
o conflito entre as populações tutsis
e hutus, que levou à morte quase um milhão
de pessoas, em 1994. Tendo como personagem central
Paul Rusesabagina, gerente do luxuoso Hotel Mille
Collines (“Mil colinas” é uma das
designações de Ruanda, conhecida pelas
suntuosas montanhas), a trama enfoca o acirramento
da tensão quando o país foi tomado pela
violência desmedida dos extremistas e ignorado
em seus apelos pelas grandes potências globais.
Enquanto o massacre se alastrava
nas ruas, o conciliador e habilidoso Rusesabagina
abrigou no hotel,
em meio a