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o clima denso da obra-prima Crime e castigo, do escritor russo Dostoievski, que norteia o filme Match Point, de Woody Allen. A partir de uma metáfora – instante crucial num jogo de tênis, quando a bola esbarra na rede e, dependendo do lado em que cair, poderá decidir a partida –, o cineasta lança seu argumento: a vida é determinada pelo destino?

Os acontecimentos que se sucedem em torno do protagonista Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers) mostram como nossos caminhos muitas vezes são definidos pela sorte. Tenista profissional, ambicioso e carismático, o jovem irlandês vai para Londres disposto a ascender socialmente. Logo começa a dar aulas em um clube da elite londrina e se aproxima do cortês Tom Hewett (Matthew Goode), que o acolhe em sua rica família. É assim que Chris conhece sua futura esposa Chloe (Emily Mortimer), irmã de Tom, e também a sensual americana Nola Rice (Scarlett Johansson), namorada do amigo, que sonha em ser atriz. Tudo vai bem até que sua atração irresistível pela cunhada assume proporções inesperadas e sai de controle, desencadeando reviravoltas e episódios trágicos.

     
 

Estados Unidos, 2005
Direção:
Woody Allen
Preço:
R$ 46,32

Primeira produção de Woody Allen ambientada em Londres, o filme é um suspense urbano intrincado e angustiante, que põe em xeque valores morais como traição, culpa e punição. Fazendo jus ao reconhecido talento para compor tramas e personagens complexos, o cineasta nova-iorquino desnuda o lado obscuro da personalidade humana. Num jogo de sutilezas, conflitos e diálogos perspicazes, desafia os limites estabelecidos pela sociedade, trazendo à tona atitudes imprevisíveis e comportamentos contraditórios. Com seqüências e desfechos surpreendentes, Match Point propõe uma reflexão profunda sobre a impotência do homem quando suas ações e reações são movidas pela paixão.

     
 
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